Poética da hotelaria

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Essa invenção do século 20 de hospedar pessoas ganhou um elástico de silicone indestrutí­vel – mas com um ponto fraco: o ví­rus. Vejam só como foi bacana esse caminho de gente chegando e gente indo, gente abraçando e gente sorrindo. Recepções animadas e de um piano ao fundo saindo notas que entravam sem permissão nessa maquininha workholic de sangue e artérias que bomba no peito. E ainda vai ser. Toda a profilaxia há de imperar sobre as superfí­cies infectadas e acabar com a mentira, o roubo e a morte.

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