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para Tita Selicani
O veleiro de vidro azul
que tu me deste
flutua em meus círculos de fogo
um mundo de palavras e cores
que se reveste
de um porto e de um cais
formando o novo.
O veleiro de vidro azul
com assinatura dourada que ganho
circunavega minha costa
imaginada:
- dia limpo com céu transparente
ventos em glória e um pôr de sol castanho
um toque maravilhado
- que reforçam essa missão...
Toma, é teu, mas guarda-o bem guardado.
É um livro onde escrevi o meu maior dilema.
Folheia-o devagar, folheia-o com cuidado.
É um grande... um triste... um doloroso poema.
O título é o teu nome! O teu amor é o tema,
A fantasia dele é a tua indiferença,
Que leva os passos teus para bem distante,
Sem que te animes a entrar na claridade imensa...
Eu não quero saber o que escondia,
teus lábios que há tantos beijos entregaste,
nem o que no teu peito ocultaste,
nas longas noites de insônia e de agonia.
Que me importa saber que tu um dia,
com promessas e juras enganaste
a tantas criaturas do passado de amor que outorgaste?
Não vou sequer fazer a autópsia.
Do meu vinho beberás doce veneno,
mas a mulher nem sei....
Queres assim? Pois bem, importa?
Me dá pena, não dá? Romper assim à toa?
Rompimento, porém, não é coisa que doa.
Pensas que voltarei a bater em tua porta,
para reconciliação?
Antes morrer, querido!
Longe ou perto de ti, meu coração
segue o curso normal que me vai dando vida
E entretanto... como disseste?
Ah, sim, pouco importa romper,
mesmo sendo frágeis amarras dos nossos destinos,
que nem sequer foram...
Amigos Estevão Kenazokae, Salomão Nezokemazokai e Pedro Kezowe, boa noite!
Cheguei em terras paulistas. Foram só três dias aí na aldeia, mas pareceu mais tempo. Quero agradecer a hospitalidade e a transparência em vocês e no rio. Quero agradecer a experiência em dormir dentro das hati, como são chamadas as ocas aí. Quero agradecer pelo sabor da comida daí, muito...



























